“Erasmo-mania”

Países europeus invadidos por alunos universitários

É cada vez mais elevado o número de estudantes que, em toda a Europa, partem à procura de novos países, ao abrigo do programa Erasmus.

O Erasmus foi estabelecido em 1987 e é um programa de apoio interuniversitário de mobilidade, não só de estudantes, mas também de docentes, entre estados da União Europeia. O filósofo holandês Erasmo de Roterdão serviu de inspiração para a escolha do nome deste programa, talvez por ter vivido e trabalhado em vários locais da Europa de forma a expandir o seu conhecimento e ganhar novos saberes.

O que acontece é que, hoje em dia, grande parte dos alunos opta por deslocar-se para os países “erásmicos” como forma de “conhecer novas culturas e pessoas” afirma Marina Teixeira, aluna do 2º ano de Ciências da Comunicação da UTAD,  candidata a um semestre de Erasmus na Holanda no próximo ano lectivo: “É uma experiência única”.

A busca de melhores qualificações

Contudo, são os alunos que não buscam apenas a vivência de outras experiências.Porém, têm um outro grande objectivo: voltar a Portugal com um estudo desenvolvido. Miguel Campelo, também aluno da UTAD, mas este em Erasmus na Roménia e terminando o 2º ano do curso de Educação Física e Desporto Escolar, explica que espera “aperfeiçoar o nível linguístico” e que escolheu este país pois “possibilita a obtenção de boas qualificações”.

O facto de, em Portugal, não conseguirem as qualificações que pretendem, é um dos agentes que levam os nossos estudantes a partirem para outros países durante o período de três, seis ou nove meses.

A experiência na primeira pessoa

Mas esta febre “erásmica” não afecta apenas os nossos estudantes portugueses. Quem vive por dentro das universidades, tanto funcionários, como professores ou alunos, é diariamente confrontado com jovens  espanhóis, belgas, turcos, húngaros, polacos… vindos de toda a Europa, também contagiados por esta febre.

Quando lhes perguntamos o que acham de Portugal, sorriem e explicam que estão maravilhados com”estas festas académicas, o traje que todos os estudantes usam e que é lindo de se ver, as tradições (como assinar as fitas)…”, diz Coralie, proveniente da Bélgica, de Erasmus durante um semestre na UTAD, frequentando o curso de Ciências da Comunicação. “Como recordação quero uma fita destas, posso?”, interroga ela já com aquele brilhozinho demonstrando que deixar Portugal a irá deixar saudosa.

Estas deslocações interuniversitárias são uma forma de, também os alunos que não poderão desfrutar desta “sensação Erasmus”, poderem conviver com pessoas de outros países, trocando impressões sobre a cultura, a forma de viver, as tradições…

O Erasmus acaba por ser uma experiência de querer global, mas que nem todos conseguem provar. Portanto, quem se quiser aventurar neste programa, não se amarre e arrisque: “as saudades são um factor importante na decisão da minha ida ou não. Mas esta é uma oportunidade única como poderei nunca mais voltar a ter e sei que não me vou arrepender”, diz Marina, preparadíssima para esta nova aventura que a espera no próximo ano lectivo.

O Erasmus está a tornar-se quase obrigatório na vida de um estudante universitário e é cada vez mais usual vermos, a passear pelo nosso país, jovens europeus que decidiram trocar o seu país pelo nosso durante algum tempo.

~ por anamoafonso em 15 15UTC Maio 15UTC 2009.

Deixar uma Resposta